Milhares foram homenagear os mortos
Sepulturas ficaram cobertas de velas e flores. Sobrou também muita reclamação sobre abandono dos locais (Foto: Fernando Araújo)
Até o
fim do Dia de Finados eram esperados 65 mil visitantes no cemitério de
Santa Izabel, no bairro do Guamá. A estimativa inicial da administração
era de 40 a 50 mil visitantes desde a véspera do Dia de Finados, mas o
número foi superado.
Com movimento intenso, o Corpo de Bombeiros
teve trabalho. O primeiro sargento Raimundo Amorim relatou que houve
três ocorrências apenas ontem. “Foram duas ocorrências de mal súbito de
duas senhoras, que não suportaram as chamas fortes das velas, e um
senhor que teve uma queda de pressão, mas recebeu atendimento aqui
mesmo e, assim que se restabeleceu, foi orientado a buscar uma unidade
de saúde”, disse.
Raimundo Amorim, que visitava o local,
criticou ainda a falta de conclusão dos trabalhos de limpeza do
cemitério. “A prefeitura fez a limpeza do cemitério, mas não retirou as
folhas secas do local, o que contribuiu bastante para a incidência de
fogos”, afirmou.
Nos corredores do cemitério, era possível
visualizar pequenas quantidades de lixo. Nos cestos de lixo, os
resíduos transbordavam e ocupavam o espaço nas laterais das ruas do
cemitério.
A Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb)
informou, em nota, que o local não recebia reforma há mais de 30 anos.
A Seurb, através do Departamento de Necrópoles (Dane) é a responsável
pela administração de quatro cemitérios públicos das dez necrópoles do
município, sendo dois desses os cemitérios de Santa Izabel e São Jorge.
Localizado no bairro do Guamá, o cemitério
de Santa Izabel foi inaugurado em junho de 1879. Sua extensão é de
aproximadamente 147.600m². Atualmente, são realizados no cemitério uma
média de seis sepultamentos diários e possui cerca de 48 mil unidades de
sepulcros, entre catacumbas, jazigos, mausoléus, ossuários e
jardineiras.
MARAMBAIA
MARAMBAIA
Apesar de o estudo do Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicas (Dieese)
apontar um aumento nos reajustes de até 10%, os vendedores acreditavam
em boas vendas de flores e de velas no cemitério São Jorge, na
Marambaia.
Solange da Silva, de 50 anos, disse que conseguiu alcançar as expectativas que tinha sobre as vendas. “Acredito que o movimento está bom, vendendo apenas flores, estou conseguindo vender tudo o que eu trouxe”, avaliou.
Solange da Silva, de 50 anos, disse que conseguiu alcançar as expectativas que tinha sobre as vendas. “Acredito que o movimento está bom, vendendo apenas flores, estou conseguindo vender tudo o que eu trouxe”, avaliou.
As flores comercializadas pela vendedora
estavam custando R$ 4 e R$ 5. As velas estavam custando de R$ 5, o
maior preço e R$ 2 o menor valor.
SÃO JORGE
O cemitério de São Jorge foi inaugurado em
dezembro de 1959 e mede aproximadamente 65.000 m². O espaço tem em
média dez sepultamentos por semana e possui cerca de 22 mil unidades de
sepulcros, entre catacumbas, jazigos, mausoléus, ossuários e
jardineiras. Foram colocados 28 homens para fazer a limpeza interna do
espaço.
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(Diário do Pará)
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